quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Milionária

Sou multimilionária quando nos momentos mais difíceis, os amigos estão aqui. Ficam junto de nós, arrancam-nos de casa para jantar, ou simplesmente aparecem com os filhotes para nos distrair. Outros há, que nos enviam cartas cheias de miminhos e cheiro a eucalipto, outros ainda, bombardeiam-nos com palavras bonitas e há também os que tentam apontar-nos novos caminhos e revelar-nos novas esperanças.
Milionária é como me sinto, porque vos tenho.
Ainda perdida
São tantos problemas, tantas confusões, tantas situações novas, diferentes...
Tanto, tanto, e tão pouco alimento para o coração...
Mais do que uma DT precisa-se de uma Santa Casa da Misericórdia.
Bom, uma Santa Milagreira também ajudava.
quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Assombrada
Meio assombrada como a escola que me espera... ...
Uma expressão que em muito se aproxima do sentimento que hoje me invadiu depois de conhecer a minha "nova" e indescritível escola. Basta dizer que quando cheguei não sabia por onde entrar pois aquelas instalações pareciam-me abandonadas há uns cinco anos, no mínimo. O pior é que as pessoas me transmitiram a mesma imagem de abandono. ;-(
Como cidadã deste Portugal, sinto necessidade de convidar o nosso primeiro ministro para lhe fazer uma visita, e, claro, os indispensáveis repórteres com a responsabilidade de mostrarem a realidade e nada mais que isso.
Hoje não foi especialmente agradável, mas ainda estou na expectativa de que aquela escola, ou pelo menos a vila do Cadaval, tenha algo de bom para me surpreender. Aguardo.
quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Incursões na jardinagem

- Mas como se deve fazer?
- Oh sei lá, faz-se e pronto.
- Como sabes que é assim?
- Não sei! Desta vez fazemos assim e veremos. Se sobreviverem ; ) fizemos bem. Se não, ops :((.
Não podiam esperar mais. Tadinhas estavam cheias de fome. Terra não havia nenhuma, era só raízes, agora têm um vaso maior e terra nova fofinha, muita!
Aguardamos uma reacção, um sinal positivo (please).
domingo, 9 de Agosto de 2009
Solnado (1929-2009)

Reconheço que foi uma figura de referência, não tanto para mim, mas antes para a geração que me precede. Ainda assim, também eu vou ter saudades desse rosto: ainda na meninice entrava em nossa casa e reunia a família, em volta do televisor, para ver “A Visita da Cornélia”, (da qual não tenho muitas memórias, mas recordo-me dos adultos falarem da dita Cornélia) ou o “Há Petróleo no Beato” e desse, vi eu muitos episódios. Gracejos que aliviavam o cansaço dos pais e a nós, nos permitiam vê-los ali sentados, sorridentes, libertos da canseira e dos problemas do dia-a-dia, e (mais importante) disponíveis para lhes saltarmos para o colo ou tão só para a perna (o que era bem diferente).
O que nele, "Raul", me chateou imenso, foi o facto de tantas vezes ter entrado lá em casa e nunca me ter olhado nos olhos para esclarecer que o seu nome era Raul Solnado e não “Raul Soldado”, o malandreco! Sempre a brincar!
Era eu já crescida quando descobri a verdade.
Acima de tudo, transmitiu-me, a imagem de um homem bom.
Hoje congratulo-me por ter sido homenageado atempadamente, foi no dia 18 de Fevereiro, na Casa do Artista, aquando da Maratona do Humor.
Diz quem com ele se aventurou:
‘Ele mudou o sentido de humor, fez tudo o que tinha a fazer. Dificilmente alguém irá tão longe’ – Herman José
‘Vou recordá-lo para sempre. Quando se recorda uma pessoa para sempre, ela não morre’ – Nicolau Breyner

